19 janeiro 2014

Para sempre meu amor... Laika,


Faz tempo que eu ganhei minha cachorrinha. Seu nome era Laika, e decidimos tal nome no carro assim que fomos pegá-la no pet shop. Meus pais negavam piamente o meu pedido de ter um cachorro. Eu, com 8 anos não era confiável para cuidar de um bichinho... Mas, quando fiquei doente seriamente e de cama, meus pais concordaram em comprar para ajudar na minha recuperação.

Escolhemos depois de tanto procurar, uma linda e gordinha cocker inglesa de 45 dias. Pequena, linda e brincalhona a primeira coisa que fazia quando chegávamos perto do focinho com o dedo, era morder.

Seu tamanho era literalmente da palma da mão do meu pai. Ela tinha uma cor super clarinha e um olhar super doce e desconfiado do mundo. Quando a trouxemos, passou o dia inteiro dormindo e comendo os quilos de ração Eukanuba que colocamos em seu pote de ração.


Laika em seu primeiro dia na casa nova.


Por ser mimada demais, fiquei com ciúmes de perder as atenções para a cachorrinha. Por isso, durante um tempo fiquei de birra com ela. Mas conforme ela crescia assim como eu, acabei por me apaixonar. 
Ela era brincalhona, adorava morder as canelas e roubar o papel higiênico para "enrolar" pela casa. 


Laika com el Tigrinho.

Adorávamos dar presentes para ela, que nunca deu a menor atenção á nenhum deles, exceto ossos e o tigrinho, seu filhote de pelúcia.

Parte de seu corpo era malhado em branco, dourado e champagne. Suas orelhas caiam douradas e seu focinho era lindamente desenhado em forma de coração.

Sua personalidade era outra raridade. Esnobe e metida mais que qualquer outra pessoa. Ela amava se expor e se sentir linda, vivia fazendo gracinhas e odiava quando ríamos dela. Morria de ciúmes dos outros cachorros e deixava de ficar perto da gente caso brincássemos com algum. Por algum motivo ela se achava superior aos vira-latas da rua e sempre os ignorava quando soltávamos ela para brincar com eles. Ela se sentava com as patas cruzadas na calçada e os olhava de cima abaixo, ignorando. Ela apenas se aproximava de cães de raça semelhante que fossem da mesma personalidade que ela. Ai, que cachorra difícil...
Até mesmo pedir carinho era raro. Ela não vinha até nós quando chamávamos ela, nós é que tinhamos que ir até ela, acariciar e brincar o quanto ela quisesse.

Mas seu carinho e proteção com os donos era inigualável, e ela sempre nos acordava com muito amor.


Tirando uma soneca.

No fim da vida, estava cansada demais para brincar e costumava dormir o dia todo. Sempre nos fazendo visitas diárias durante a manhã, para conferir se estávamos bem.
Um fato legal sobre sua inteligência fora do normal, era que ela havia decorado muito nomes, até mesmo os nossos. Quando pedíamos para ela beijar uma pessoa, falavamos o nome e ela corria para a pessoa para lambeijar.

Infelizmente minha cachorrinha morreu aos 10 anos de câncer. (mas ela jamais sairá do meu coração)...






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