20 fevereiro 2014

Como lidar com panelinhas?


Antes de mais nada vim dizer o porque de estar tão ausente. A vontade de criar posts foi morrendo... Isso porque como eu já havia dito, as pessoas visualizam o blog e não comentam. Isso me deixa beeem desanimada, ainda mais porque eu posto os links do blog em grupos de divulgação e sempre ando comentando blogs que acho legais por ai. Mas enfim. Uma coisa que eu preciso lembrar é que de certa forma eu fiz esse blog para mim. Para escrever o que eu gosto e desabafar. Se alguém lê e ela volta para ver mais postagens mesmo que não comente, isso é uma coisa boa. Não são apenas palavras jogadas ao vento. Fora que eu admito, que antes de criar blogs e coisas assim, eu jamais comentava os blogs (por pura preguiça ou porque simplesmente não via motivos). Enfim. Vamos ao post?



Desde que entrei no primário, percebi que as meninas da minha sala não iam muito com a minha cara. Não sei se porque pensavam que eu tinha cara de burguesinha, ou porque eu não entrava na onda de mandar cartinha para o garoto mais bonito ou ficava me maquiando quase a aula inteira. Minhas amizades em sua maioria eram garotos. Isso porque eles não tinham frescura... Assim como eu! Eu amava brincar com eles, zoar e tirar sarro das coisas mais banais da vida. Não que eu também não amasse brincar de boneca ou me vestir toda fofa... Mas minha vida não era resumida á isso.

No ginásio, fui percebendo que na verdade as pessoas tinham medo do autêntico. As meninas eram inseguras, talvez infelizes... Elas tinham medo de dizer o que pensavam e de ser elas mesmas. O que não era problema comigo, e nunca foi. Isso as afastava de mim e as deixava um pouco acanhadas. Quando notei isso, fiz mais amizades e me enturmei mais fácil.

O que não se aplicou ao colégio. Eu já não gostava da escola que eu estava... Isso me fez não querer muito contato com as pessoas de lá. Fiz algumas amizades super importantes. E foi quando eu descobri que até mesmo uma menina tímida e quieta podia causar inveja ou raiva... Algo estranho. Eu nunca me liguei na vida dos outros e sempre estava focada nas minhas coisas. Não pensava no que fulano ou ciclano tinham. Em compensação conheci a face da maldade.

Mais treinada para a vida, tirei uma grande conclusão: Não entrar na onda das panelinhas. Elas sempre são mal vistas. Até mesmo pelos membros da panelinha. Sinceramente é algo que ninguém gosta. Aquele grupo fechado, que finge que não existe ninguém mais por perto além deles é geralmente o grupo de pessoas que não serão bem sucedidas. Isso porque não sabem conviver sozinhas, se virar no momento mais difícil e esquecem que a inveja e a maldade estão mais perto do que eles imaginam.

No caso da faculdade, eu não fui nessa ideia de formar grupinhos. Entrei e logo de cara fiz uma amiga. Andamos juntas por um tempo já que entramos algumas semanas atrasadas e todos na sala já haviam formado amizades, menos nós. Como é de se imaginar, poucas pessoas tentaram entrar em contato conosco. Aquelas pessoas que estavam seguras em seus grupinhos não fizeram questão de ajudar com as matérias atrasadas ou dar boas vindas. Nisso, acho que nos viramos bem. Os professores nos ajudaram e engolimos a vergonha para pedir ajuda para alguns alunos aleatórios.

Uma coisa que eu não sabia é que por algum motivo estranho a sala já estava divida em três ou quatro grupos. E como é de se esperar no caso das panelinhas, nenhuma delas abriria as portas para nós. Então ficamos eu e minha amiga, conversando com pessoas que não se renderam aos grupinhos. Isso foi bom de certo modo.

Me lembro de fazer amizade com um rapaz e uma das primeiras coisas que ele fez foi dizer: Venha pro lado legal da sala, você está perto dos perdedores. 
Quando eu ouvi isso, fiquei em choque em primeiro lugar. Parecia que eu havia retrocedido até o primário de novo... Onde as crianças escolhem os alunos mais descolados e ignoram os mais estranhos ou diferentes. 

Isso me fez me afastar desse rapaz, que sempre falava mal dos outros ou classificava como burros, perdedores, problemáticos. Logo em seguida conheci meu namorado. Ele fazia parte do maior grupo da sala. Mas uma coisa boa, era que esse grupo (com exceção de alguns gatos pingados) socializavam com a sala toda (menos com o grupo que citei acima por motivos claros). Não demorou muito para que a gente começasse a se interessar um pelo outro. Isso gerou outro problema: Inveja. 

Por algum motivo, uma garota da minha sala que fazia parte desse grupo e que por sinal é casada, resolveu que iria atrapalhar da forma que podia nosso namoro. Não, não estou falando daquelas meninas que perseguem a outra. Mas aquela menina que fazia marcação em cima dele, que conversava comigo mas sempre com um tom diferente, que deixava claro que não gostava de mim. Quando descobri que ela havia convidado ele para ir para um motel e roubado um selinho dele, fiquei completamente com raiva. Não queria mais me aproximar dela e nem que ele o fizesse. A minha saída foi simplesmente ficar longe, esquecer que ela existe e não deixar brecha para que ela se aproxime de mim. 

Honestamente não tenho ódio dela. Na verdade, apenas não vou com a cara dela por esses motivos, e não faço questão da falsa amizade dela. Mesmo porque eu soube de algumas coisas que ela falou a meu respeito. Apesar de ser algo tão infantil, imagino que quanto mais ficamos adultos, mais alguns assuntos se tornam infantis, pequenos e ridículos, mas que infelizmente devemos lidar.

No fundo a escola é de fato um aprendizado para a vida, tanto no intelecto quanto no aspecto social.

Outra coisa que me deixa intrigada é que, depois que comecei a namorar algumas pessoas (maioria homem) deixou de falar comigo. Algumas meninas da sala, simplesmente me olham de cima abaixo todos os dias e não falam comigo. Aliás, elas provavelmente não gostam de mim, e mesmo assim... Me adicionaram no facebook (stakers talvez?).

A verdade é que um amigo que eu considerava, se afastou também. Isso porque ele é muito amigo desta garota a qual eu me tornei contrária, e por isso ele resolveu que não vai mais me dar Oi, Tchau ou sentar perto da gente. Eu preciso ser sincera em dizer, que apesar de gostar dele como colega de classe, demorei algumas semanas para notar isso (nossa, como fez falta na minha vida viu? haha!). Confesso ter me chateado um pouco, afinal é uma situação muito chata, e tal. Mas sinceramente, não me faz a menor falta. Acho que aprendi a selecionar as pessoas que fazem diferença na minha vida e que eu amo de verdade. Tenho poucos amigos, mas eles são suficientes. E nada mais importa, apenas minha felicidade e das pessoas que me cercam!

Um comentário :

  1. Esse trecho do motel+selinho me deixou de boca aberta de o quão baixa uma pessoa pode ser. Não gosto do fato de chamar uma pessoa de "amigo", na maioria do casos, implicar em regras, como o garoto que não fala mais com você por causa daquela garota.
    De certa forma me senti abraçada em algumas partes do seu texto, eu já passei muito tempo pensando o que mudar para ter amigos (me envergonho disso, mas é verdade), mas aprendi como posso ser amada pelo o que eu sou quando conheci meu namorado, e as pessoas podem dizem "Namorado não é o mesmo que amigos", pra mim é, é o melhor amigo e quem me fez ver o mundo melhor.

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