09 julho 2014

As três irmãs + Player no blog !!



Galera, finalmente tomei coragem e coloquei um player! Não era o que eu queria ._.' mas foi o único que deu para colocar. Estão algumas musicas que eu gosto, e caso vocês queiram acompanhar o post ouvindo as músicas que eu curto, é só clicar no play !

Mudando de assunto, hoje eu trouxe para vocês meu conto de fadas preferido na infância. Eu relia ele várias vezes haha. Enfim, espero que gostem!

As três irmãs.

O rei de um país longínquo tinha o péssimo costume de sair à noite para ouvir conversas alheias pelas frestas das portas e das janelas. 
Certa vez parou casualmente diante da casa de três irmãs que ganhavam a vida na roda de fiar e ficou escutando o que elas diziam. 

“Eu gostaria de me casar com o mordomo do rei para poder tomar vinho à vontade”, a mais velha declarou. 

“Ah, eu queria me casar com o camareiro do rei para ter todas as roupas que desejasse ...”, suspirou a do meio. 

“Se me casasse com o rei”, disse a caçula, “eu lhe daria três filhos: dois meninos com maçãs na mão e uma menina com uma estrela na testa”. 

No dia seguinte o monarca chamou as três fiandeiras ao palácio e ordenou que lhe revelassem seus desejos. Confirmando o que ouvira na véspera, determinou que seu mordomo esposasse a irmã mais velha, uniu seu camareiro à irmã do meio e se casou com a caçula. 

Todos ficaram muito contentes, mas logo a inveja se instalou no coração das irmãs mais velhas. Afinal, estavam casadas com simples funcionários do palácio, enquanto a caçula era nada mais, nada menos que rainha. “Precisamos fazer alguma coisa”, resmungavam, aguardando o momento propício para entrar em ação. 

Um ano depois, o rei estava longe, ocupado numa guerra, e a rainha deu a luz trigêmeos: dois meninos com maçãs na mão e uma menina com uma estrela na testa. No entanto, as irmãs invejosas raptaram os bebês e colocaram três cachorrinhos no rico berço de ouro. 

Quando ouviu o boato de que sua esposa dera a luz três cachorrinhos, o soberano que a prendessem e pusessem junto com os condenados ao trabalho de fazer girar a roda do moinho. 

O infeliz monarca nem sequer desconfiava que suas cunhadas haviam abandonado os recém-nascidos na mata. Por sorte três fadas os encontraram antes que as feras os devorassem. “Que crianças lindas!”, exclamaram. “Vou entregá-las aos cuidados de uma corça”, a primeira fada anunciou. “Vou lhes dar uma bolsa que estará sempre cheia de dinheiro, por mais que o gastem”, declarou a segunda. “E eu”, disse a terceira, “vou presenteá-las com um anel que mudará de côr se alguma desgraça acontecer à uma delas”. 

A corça cuidou dos trigêmeos até eles crescerem. Então a primeira fada reapareceu e os aconselhou a alugar uma casa situada bem na frente do palácio real. Assim fizeram e logo foram reconhecidos por suas tias, pois os dois rapazes ainda seguravam maçãs e a moça ainda trazia uma estrela na testa. 

Disposto a descobrir se os sobrinhos estavam tramando vingança, as duas invejosas trataram de conquistar sua amizade. Um dia a tia mais velha comentou: “Vocês moram numa casa muito linda ... Só faltam três coisas para torná-la perfeita!”. 
“O quê?”, a sobrinha perguntou, inocentemente. 
“A Água Dançarina, a Maçã Canora e o Pássaro Falante”, explicou a tia mais nova. “Peça a seus irmãos que as consigam para você ...” 

Na manhã seguinte um dos irmãos partiu em busca de Água Dançarina e no caminho encontrou as três fadas, disfarçadas de eremitas. “Escale aquela montanha e chegará a um palácio guardado por quatro gigantes”, disseram-lhe. “Só entre se os gigantes estiverem com os olhos fechados. Então encontrará quatro leões guardando a Água Dançarina, que você só poderá pegar quando eles fecharem os olhos”. 

O prudente rapaz seguiu ao pé da letra as instruções das fadas e ao cair da tarde voltou para casa com uma garrafa cheia da Água Dançarina. Sem perda de tempo pôs duas imensas bacias de ouro no jardim e numa delas despejou a Água Dançarina, que imediatamente começou a saltar de uma a outra, descrevendo no ar uma curva ininterrupta com todas as cores do arco-íris. 

No dia seguinte, ao anoitecer do sol, o outro irmão partiu para buscar a Maçã Canora. Sempre disfarçadas de eremitas, as três fadas lhe disseram para escalar a montanha e entrar cautelosamente no palácio, onde encontraria a árvore da Maçã Canora balançando para a frente e para trás. “Espere até ela parar por um instante e colha a maçã”, explicaram. 

Assim fez o jovem e, antes do anoitecer, estava de novo em sua casa, colocando a Maçã Canora no jardim, onde ela se pôs a gorjear como um rouxinol. Agora só faltava o Pássaro Falante para que o lar dos trigêmeos fosse perfeito. 

Mais uma vez o irmão que conseguira a Água Dançarina se pôs a caminho. “Volte ao palácio da montanha e procure um jardim repleto de estátuas”, as três fadas lhe ensinaram. “O Pássaro Falante está empoleirado num chafariz. Se ele falar com você, não responda. Pegue uma pena de sua asa, molhe-a num jarro que encontrara ali perto e passe-a em todas as estátuas. Assim conseguirá o que deseja”. 

O rapaz seguiu as instruções até o momento em que o pássaro lhe disse: “Suas tias o mandaram para a morte, e sua mãe está na prisão, condenada a mover para sempre a roda do moinho”. 

“Minha mãe na prisão!”, o jovem exclamou, horrorizado, e imediatamente se petrificou. 

Em casa, sua irmã observava com toda a atenção o anel mágico, como fizera nas viagens anteriores, e nesse exato momento o viu mudar de cor, passando de azul a vermelho. “Alguma coisa aconteceu com ele!”, gritou. “Então o segundo gêmeo partiu e também se transformou em estátua, enquanto o vermelho do anel cedia lugar ao negro.  

Sem perda de tempo a jovem tomou o caminho da montanha e, orientada pelas fadas, foi ter ao jardim do palácio. “Ora, ora, você por aqui?”, disse-lhe o Pássaro Falante. “Seu pai está lutando na guerra. Sua mãe está definhando na prisão. Suas tias estão exultantes. E você ...já, já vai virar estátua, como seus irmãos”. 

Em vez de responder, a corajosa menina pegou uma pena da asa dele e a molhou no jarro. Em seguida passou-a em todas as estátuas, devolvendo o movimento e a vida a seus irmãos e aos outros infelizes que ali estavam petrificados. Os trigêmeos voltaram então para sua casa, levando com eles o Pássaro Falante. 

Nesse meio tempo o rei havia retornado são e salvo de suas batalhas. A moça com a estrela na testa e os rapazes com maçãs nas mãos decidiram, pois, convidá-lo para um banquete. 

Ao vê-los, o soberano ficou perplexo. “Se eu não soubesse que minha mulher deu à luz três cachorrinhos, pensaria que esses jovens eram meus filhos”, murmurou consigo mesmo. 

Após o banquete o rei elogiou a beleza da Água Dançarina, os trinados da Maçã Canora e perguntou ao Pássaro Falante se não tinha nada a dizer. 

“Os trigêmeos são seus filhos, que suas cunhadas invejosas tentaram eliminar”, o pássaro respondeu. 

Mais que depressa o monarca libertou sua esposa, que se reduzira a pele e osso na prisão, pagando por crimes alheios, e mandou jogar as cunhadas perversas num imenso caldeirão de óleo fervente. Depois disso viveu feliz com sua familia até o fim de seus dias.

~
E aí, amaram essa história? Hahaha.

4 comentários :

  1. Não conhecia esse conto, bem interessante gostei do player bem calminho, ficou bem legal esse recurso no seu blog.
    Um abraço o/

    ResponderExcluir
  2. Player em blog é um dos fatos que me fazem não querer voltar nunca mais. Incomoda, sabe? As vezes estou ouvindo minhas músicas e visitando sites, e aí começa a tocar uma música desconhecida e me deixa até com uma certa raiva. No mais, é um belo conto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só que no MEU blog, para tocar música, você precisa apertar o play =]
      É a segunda vez que vem comentar em anony, pq não se identifica?

      Excluir
  3. Não conhecia o conto, mas é bem legal :D

    www.sendohipster.blogspot.com.br

    ResponderExcluir