30 outubro 2014

Teoria da Felicidade.



Um dia há alguns anos, encontrei das folhas do milho que minha avó comprou na feira, uma linda lagartinha. Eu não sabia bem no que se tornaria, ou o que gostava de comer, mas resolvi cuidar dela. Coloquei a Flora num lindo vaso de plantinhas da minha avó no quintal, e fiquei ao seu lado fotografando e observando cada movimento. Tentei alimentar ela com várias coisas, mas ela apenas gostava do milho. Eu pegava grão por grão e colocava no vaso, esperando ela se empanturrar. Desde as 10 da manhã, que foi a hora que a encontrei até as 4 da tarde eu fiquei ao seu lado, alimentando e protegendo dos pássaros que rondavam o lugar. Infelizmente por um descuido, quando sai por um instante de seu lado ela teve um fim trágico em meio aos pássaros. Porém, durante todo aquele dia eu me senti adotar aquela lagartinha e a transformar na minha filha. Me lembro desse dia que passei praticamente sentada ao lado do vaso olhando para ela, com muita alegria.

Me lembro também, dos dias que ia com meu pai fazer compras. Ele avaliava meu look e dava dicas de moda deixando as vendedoras super curiosas. Nós passávamos a tarde fazendo mercado, comendo bolo da nossa boleira favorita, comprando roupas e passeando. Eram dias mágicos e divertidos. Sinto falta deles, mas hoje tudo mudou e só restou as boas lembranças.

Assim como tudo na vida. Tudo muda e nem sempre para melhor. Mas o que nos resta são as lembranças que tornam tudo mais feliz e leve. Quem nunca pegou um álbum de fotografias e ficou a tarde toda se divertindo lembrando dos momentos alegres e das pessoas que fizeram parte de nossa história? Ah, aposto que quase todo mundo faz isso regularmente e ama! Não é questão de ser sensível, é questão de buscar nas lembranças a mesma felicidade daquele dia.

Ás vezes acho que a ideia de felicidade aqui e agora não é verdade. Enquanto estou sendo feliz me sinto bem, mas não me atenho a detalhes e muitas vezes não curto tudo como deveria. Quando paro e penso, percebo coisas que naquele momento não havia percebido, e isso me deixa feliz.
A cada lembrança tomada, é um pouco daquele mesmo sentimento. É um meio de voltar ao passado e sentir tudo de novo e novo.

Eu gosto de coisas felizes. Gosto de lembranças felizes. Elas me inspiram a cada momento. Não sei se é o mesmo com todo mundo, mas pelo menos essa é a ideia de felicidade para mim.


"Felicidade é aquele macarrão com molho re-esquentado com muito queijo derretido do domingo á noite. É assistir um programa de tv divertido com a família. É fazer bolinhas de sabão. É abraçar um lindo cachorro na rua. É alimentar um gato faminto. É ver um filme no momento da insônia. É comer nutella com pão no fim da tarde. É ouvir aquela música que te desliga do mundo." 


2 comentários :

  1. Adorando essa vibe mais feliz do seu blog esses dias, alegra meu dia ler textos assim. ♥
    E também adoro relembrar desses pequenos momentos de felicidade. Minha memória não é das melhores, mas guardo com carinho o máximo de lembranças felizes que consigo, hehe.

    [N]ayh's Wonderland

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  2. Seus textos estão maravilhosamente incríveis . Parabéns, Mari. Só me avise quando você for publicar seu livro, ok? Eu quero ser a primeira a comprar haha.

    Enfim, felicidade estão nas pequenas coisas, pelo menos para mim. Felicidade para mim, é estar com as pessoas que eu amo, rindo, aproveitando, jogando papo fora.

    Queria ter um pai como o seu, auahuahas.

    http://verbomaria.blogspot.com.br/

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